Memórias de Ilustres Desconhecidos #11 (01/12/2021)

Memórias de Ilustres Desconhecidos #11 (01/12/2021)

Alegre, Soledade canta, porque como diz o Povo “quem canta seus males espanta” …E quantos males tem Soledade para espantar…Há anos um acidente, ceifou a vida ao seu menino “o meu único filhinho” … “Deus quis-mo levar menina, deus levou-mo!” diz a cada uma de nós Soledade com olhos cheios de lágrimas. Mas no meio da maior dor que alguém pode ter emerge uma alegria contagiante e uma força de viver que só alguns seres humanos detêm, a Soledade tem essa centelha brilhante de luz dentro se si!

Quando chega, a sala ilumina-se com a sua esperança e humildade, entre uma coisa e outra, e entre as suas várias cantigas deixa escapar “é ele que me dá força, tenho para mim, que é o meu menino que me dá força”!

A Soledade, é para nós uma grande inspiração, daquelas que nos obriga a arregaçar as mangas e a ir à luta, à procura das Soledades e outros que tais que por aí andam, e a aprender com eles como é isto de “ser e viver pessoa”, com todas as maravilhosas lições que connosco vão partilhando.

Fotografia de: A música portuguesa a gostar dela própria