Memórias de Ilustres Desconhecidos #20 (09/02/2022)

Memórias de Ilustres Desconhecidos #20 (09/02/2022)

A D. Jeanette é uma pessoa cheia de luz e sempre sorridente! Muito ativa e com energia, está sempre motivada para aprender sobre a cultura e as histórias dos seus agora vizinhos! Hoje é a vez dela, escreveu-nos – em português – memórias da sua infância e enche-nos de alegria por adorar estar aqui, nesta terra que é já sua também. Conta-nos: “Onde eu cresci era muito parecido com aqui – um cidade do mesmo tamanho que Serpins, rodeado de campo e quintas. Toda a gente conhecer um outra!”.

Depois, recorda a sua felicidade em criança e dos bons momentos em família: “Cresci com minha irmã e meu irmão, nós feliz! Eu tinha 8 anos quando minha irmã nasceu, então eu cuidei dela muito tempo, ela ainda é minha irmãzinha! Nas férias, da escola, nós passarmos muito tempo ao ar livre, no campo, nós trabalhamos numa quinta; no outono nós apanhamos batatas e no verão ervilhas.

Lembro no inverno, quando havia muito neve, meu Pai fez um trenó para nós! Foi o melhor, foi muito rápido, estava muito divertido! Nós fizemos bonecos de neve e lutamos com bolas de neve – nossa mãos ficaram muita frias, ainda com luvas!”.

No entanto, as recordações levam-na a um período mais conturbado, de guerra e fome, que se sentia além-fronteiras: “Logo depois da guerra, houve racionamento de comida, lembro de ir às lojas com senha de racionamentos. Meu Pai voltou para o exército para servir na guerra da Coreia. Era muito difícil para minha Mãe com três filhos pequenos, mas tivemos uma boa infância, nosso avós ajudaram.”Fala-nos ainda da tradição de família ao domingo em que: “Todos os Domingos, depois almoço, nós fomos para a escola dominical, nós aprendemos a Bíblia, e havia festa, procissão pelas ruas. Minha irmã e eu tínhamos vestidos novo, minha mãe fez a maioria das nossa roupas.”

E inspira-nos, recordando com carinho a felicidade do crescer: “Crescendo nós tivemos sorte, foi um feliz tempo, nós tínhamos avós, nós vamos lá depois de escola!”. E tão bom que é recordar as coisas simples, as nossas origens, cultura e histórias de outrora!